Mesmo após o governo suspender a liminar que impedia processo de concessão do Maracanã, as críticas sobre a privatização do estádio mais famoso do Brasil seguem fortes. A juíza Gisele Guida de Faria, da 9ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu a liminar baseada em um possível favorecimento à empresa de Eike Batista - a IMX -, em erros no edital e remuneração insuficiente paga ao estado. Agora, as principais reclamações daqueles que são contra o gerenciamento do Maracanã pela iniciativa privada são em relação aos gastos cobertos pelo dinheiro público e que não deverão ser devolvidos integralmente.
Os custos com a reforma do estádio já passam de R$ 1,2 bilhão e as obras ainda não chegaram ao fim. A reprovação se dá pelo fato de que, enquanto o grande investimento no Maracanã foi pago pelo dinheiro público, os lucros da gestão serão privados. A expectativa de retorno ao estado é de R$ 181,5 milhões, menos de 10% do valor investido. Por outro lado, a nova concessionária espera lucrar pelo menos R$ 2,725 bilhões.
Um dos principais defensores da não privatização do estádio Mario Filho é o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Para o parlamentar, o Maracanã privado se torna símbolo de uma cidade-mercado, um balcão de negócios. Insatisfeito com a situação, o deputado do PSOL propôs a criação de uma Comissão Especial para fiscalizar a execução do contrato de exploração do complexo Maracanã pelo Consórcio Maracanã S.A. A comissão proposta ainda está em processo de aprovação.
O Consórcio Maracanã S.A - formado pelas empresas Odebrecht (com 90% de participação), AEG e IMX (com 5% cada) - vai administrar por 35 anos o Maracanã. O consórcio vencedor ofereceu R$ 181,5 milhões pela gestão do complexo, a serem pagos em 33 parcelas. O valor foi R$ 26,4 milhões a mais que o oferecido pelo concorrente. O grupo passará a administrar o Complexo do Maracanã após o dia 30 de junho, quando ocorre a final da Copa das Confederações.
Um dos principais defensores da não privatização do estádio Mario Filho é o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Para o parlamentar, o Maracanã privado se torna símbolo de uma cidade-mercado, um balcão de negócios. Insatisfeito com a situação, o deputado do PSOL propôs a criação de uma Comissão Especial para fiscalizar a execução do contrato de exploração do complexo Maracanã pelo Consórcio Maracanã S.A. A comissão proposta ainda está em processo de aprovação.
O Consórcio Maracanã S.A - formado pelas empresas Odebrecht (com 90% de participação), AEG e IMX (com 5% cada) - vai administrar por 35 anos o Maracanã. O consórcio vencedor ofereceu R$ 181,5 milhões pela gestão do complexo, a serem pagos em 33 parcelas. O valor foi R$ 26,4 milhões a mais que o oferecido pelo concorrente. O grupo passará a administrar o Complexo do Maracanã após o dia 30 de junho, quando ocorre a final da Copa das Confederações.