O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Justiça salva atletas brasileiros de esportes aquáticos

Felipe Sbardella

Uma liminar emitida pela juíza Gisele Guida de Faria, da 10ª Vara Pública, impediu a demolição do Parque Aquático Julio Delamare, que estava prevista no edital de licitação do Maracanã. Com isso, apenas o Centro de Treinamento de Saltos Ornamentais Carlos Arthur Nuzman, situado no complexo do estádio, será demolido.

Ainda assim, o esporte aquático está ameaçado: o fechamento do Parque Aquático Maria Lenk, previsto para o primeiro semestre de 2014, fará com que muitos atletas brasileiros de natação, nado sincronizado e saltos ornamentais só fiquem com o Julio Delamare para treinar até o dia 20 de julho de 2014, quando o Estado promete entregar um um novo CT. 

Construído para a disputa dos Jogos Panamericanos de 2007, realizado no Rio de Janeiro, o parque aquático Maria Lenk faz parte do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes, na Barra, e foi cedido ao Comitê Olímpico Brasileiro no ano seguinte e, após o Pan, só recebeu nove competições oficiais: uma Copa do Mundo em piscina curta, a Tentativa Olímpica, os Jogos Mundial Militares, além de seis troféus Maria Lenk. Considerando seu custo de construção, orçado em R$85 milhões, cada uma delas saiu por R$9,4 milhões aos cofres públicos.

Como houve rachaduras na piscina de aquecimento e outros pontos não atendem aos requisitos do COI, o parque será fechado no começo de 2014 e não deverá mais receber competições até 2015, quando será reaberto. Para as Olimpíadas de 2016, só há previsão de o parque receba o torneio de Polo Aquático.