O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

terça-feira, 14 de maio de 2013

"Boom" de mercado de arte estimula consumo no Rio

Divulgação


A multiplicação das galerias online tem como objetivo tornar a arte mais acessível e aproximar o público do universo da arte. Em seu espaço virtual, elas promovem exposições, eventos e encontros de arte, indo além da comercialização de produtos. A MUV Gallery, inaugurada em 2012, também conta com “popup galleries”, galerias em funcionamento provisório em locais inesperados, como lojas e parques. Segundo Stephanie Afonso, uma das fundadoras, a proposta é que a galeria funcione como uma galeria de arte normal, mas no formato digital.

A Vende-se Arte foi criada em 2011 com o intuito de vender obras produzidas por jovens artistas contemporâneas e tornar o consumo de arte mais natural ao emergente mercado brasileiro no setor. Essa nova maneira de abordar o comércio de arte se tornou uma tendência por divulgar o “novo” com poucos custos e democratizar a arte.

Foram os vanguardistas franceses Alexandre de Metz e Paul-Antoine Briat que começaram a vender arte acessível, em 2006. Eles usaram um blog pra se tornar conhecidos e passaram a vender fotografias de notórios profissionais, como Man Ray, numa pequena loja em Paris.

O fenômeno foi alavancado no Brasil graças às vendas de arte no país, que chegaram a 455 milhões de euros em 2012, segundo relatório da Tefaf (The European Fine Art Foundation – fundação europeia de belas artes), o que corresponde a 1% do mercado mundial do ramo. Esse foi o primeiro ano que o Brasil constou na lista.

As galerias de arte brasileiras também tiveram crescimento de 44% nos últimos dois anos e as exportações chegaram à cifra de 60 milhões de dólares em 2011.

A presidente da Associação Brasileira de Arte Contemporânea (Abact), Eliana Finkelstein, afirmou que o aumento de vendas, de compradores e de colecionadores, transformou o Brasil num mercado muito próspero para o desenvolvimento de arte.

Para confirmar esse crescimento, a feira de arte ArtRio – que vendeu 120 milhões de reais em 2011 e recebeu 46 mil pessoas – , teve na edição do ano passado um público de 74 mil pessoas, valor que superou as 60 mil esperadas pela organização do evento. Em 2012, entretanto, a organização não divulgou os valores de venda.

Segundo a Abact, obras de artistas da primeira metade do século XX, como Emiliano Di Cavalcanti e Cândido Portinari, ainda figuram entre as mais caras – Sérgio de Camargo teve, recentemente, uma obra leiloada por U$ 1,58 milhão. De acordo com a associação, contudo, a arte brasileira se tornou democrática graças ao boom de galerias jovens e online, que tornaram possível encontrar obras contemporâneas por cerca de 500 dólares.