O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Microcrédito cresce nas favelas do Rio


Rafael Medina 

As unidades de pacificação, a saída do tráfico e os novos olhares sob as comunidades da cidade do Rio de Janeiro têm estimulado os negócios locais. Uma pesquisa do Escritório de Gerenciamento de Projetos da Casa Civil do Estado do Rio mostrou que, na Rocinha e no Complexo do Alemão, existem mais de 11 mil microempreendedores.

Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, o mercado das favelas ocupadas por forças de segurança já movimentam R$ 13 bilhões por ano. Os pequenos negociantes que já atuavam no local, agora aproveitam o incentivo do governo e melhoram seus negócios. As franquias abertas nas favelas já faturam mais do que outras instaladas no asfalto.

O programa de Microcrédito Produtivo, iniciativa do governo, tem finalidade de apoiar o pequeno e micro empreendedor, que tenham boas ideias e com soluções viáveis para o êxito do seu negócio. O projeto concede crédito rápido e sem muita burocracia para as pessoas que não tem acesso às linhas de créditos dos bancos tradicionais, além de fornecer assistência técnica e gerencial para o fortalecimento e sustentabilidade do negócio.

Em dezembro de 2012, moradores das comunidades da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu receberam uma oficina de Microcrédito Produtivo Orientado, iniciativa da Caixa Econômica Federal e do Ministério do Desenvolvimento e Comate à fome (MDS).

O objetivo foi esclarecer o programa Crescer, cujo público alvo são trabalhadores autônomos ou donos de pequenos negócios nessas comunidades. De acordo com o gerente de programas sociais da Caixa, Paulo Zunino, o programa do banco atua de forma inovadora, já que treina os jovens moradores das próprias comunidades onde o serviço é implantado. O microcrédito também está disponível para qualquer cidadão, em todas as agências.

A presidente Dilma Roussef anunciou diversas mudanças no Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), em 2011. O programa teve os juros reduzidos de 60% para 8% ao ano e a Taxa de Abertura de Crédito (TAC) também foi reduzida de 3% sobre o valor financiado para 1%. Com a redução dos juros, o governo ampliou o número de beneficiários e melhorou a sustentabilidade das operações de crédito, aumentando a capacidade de produção dos microempreendedores.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverão ser mais de 3,4 milhões de clientes beneficiados com o programa até o final de 2013. A carteira ativa poderá alcançar R$ 3 bilhões, divididos entre o Banco do Brasil, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Caixa Econômica Federal e Banco da Amazônia (Basa).