“Hei de torcer, torcer, torcer...”. É assim que o americano Lamartine Babo começa o hino do seu clube de coração. Mas a música ideal para o momento que vive hoje o America está mais para “Quem te viu, quem te vê”, do tricolor Chico Buarque. O time rubro tijucano já esteve entre os grandes clubes cariocas. Em 1954, ostentava o posto de quarta maior torcida da cidade, com 6% dos torcedores. Em 1956, lotou o Maracanã com 139.599 torcedores em partida contra o Flamengo. Hoje, o clube participa da série B carioca e ostenta apenas 0,5% dos torcedores.
O Diabo, apelido do clube, foi fundado sob o lema “Nunca abandonar o America, mesmo nas maiores crises", mas os torcedores abandonaram o Mecão. O fato de o time ter sido rebaixado seguidas vezes, tanto no Brasileiro quanto no Carioca, e a crise financeira que vive promoveu um distanciamento com os torcedores. O Sangue, outro apelido, passou de segundo time de todos os cariocas para time de ninguém, ou quase. A vitória contra o Tigres em abril desse ano, contou com um show da torcida. Os apenas 925 torcedores festejaram nas arquibancadas.
O clube disputa hoje a série B do Campeonato Carioca e não disputa nenhuma série do Brasileiro. O time conseguiu o primeiro lugar na Taça Santos Dummont (primeiro turno do “carioquinha”), mas perdeu a semifinal do primeiro turno para o Cabrofiense e viu de casa a final consagrar o Bonsucesso campeão. O America precisa ganhar o segundo turno, ou manter a melhor campanha da competição, para se classificar ao triangular final, onde os dois melhores sobem para a série A.