Mariana Broitman
Enquanto paira a dúvida, é provável que 99% dos cariocas tenham certeza que merecem os créditos. Tanto estilo encanta quem visita o Rio, e quem souber aproveitar, que aproveite. Dificilmente uma celebridade internacional passa por aqui sem notar a Osklen: Madonna, Matthew McConaughey e até o estilista Marc Jacobs escolheram algumas peças para chamar de suas. E o mentor Oskar Metsavah aproveitou a onda: a bolsa selecionada pela cantora americana agora leva o nome “Madonna”, e está nas vitrines da crescente rota da marca no exterior, incluindo capitais que ditam moda como Nova York, Tóquio e Milão.
A recepção calorosa no exterior se enquadra na máxima da “recíproca é verdadeira”. Mais do que nunca, os cariocas estão de olho no lado de lá do Atlântico. O Mercado de luxo no país cresceu cerca de 20% no último ano de acordo com pesquisa da GFK e MFC Consultoria, especialistas no mercado da moda brasileiro. Pela primeira vez, São Paulo diminui a sua fatia na pizza dos endinheirados para dar lugar a outras áreas. Entre elas, o Rio. O calendário de eventos internacionais que terão a cidade como palco atrai um mercado igualmente estrangeiro e voltado para esse potencial mercado.
No ano passado, o mercado da moda movimentou no Rio R$ 890 milhões e empregou 35 mil pessoas em sua cadeia produtiva, segundo dados do Instituto PereiraPassos. Os números apontam uma vocação digna de ser explorada. A inauguração do Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca, no ano passado, foi um divisor de águas na cidade. Se antes as principais lojas internacionais estavam timidamente localizadas no Shopping Leblon e no Fashion Mall, em São Conrado, o novo endereço na Barra trouxe marcas inéditas no país. As marcas internacionais mais procuradas pelos cariocas no exterior já estão no Rio de Janeiro, como as francesas Louis Vuitton e Chanel e a italiana Giorgio Armani.
O ritmo acelerado em que os produtos estrangeiros entram na rotina do carioca, no entanto, não assustam as marcas nativas. Luxo aqui passa longe das echarpes flaneladas da Burberry ou das fragrâncias adocicadas de Coco Chanel, ambas disponíveis no Village Mall. Se quando os brasileiros viajam estão atrás do que está rolando por lá, aqui volta e meia também esbarramos com turistas vestidos como nós. A Farm de Katia Barros começou na Babilônia Feira Hype, uma das feiras mais descoladas do Rio de Janeiro, para nunca mais parar. O estilo que a loja vende vai muito além das estampas marcantes e das cores fortes, a imposição da Farm foi tão bem construída que hoje dita o que é ser carioca. Sem participar de semanas de moda ou conferências sobre o assunto, a loja de Katia Barros enfrenta as luxuosas marcas estrangeiras com outra estratégia: a relação vai além do cliente, a relação é com a cidade.
Com uma loja virtual turbinada, a Farm vende para todo o Brasil online, além das lojas físicas espalhadas pelo país etiquetadas com preço acima do encontrado no Rio. A cada temporada, a Casa de Verão da Farm, por exemplo, se bandeia para uma praia diferente. Depois de São Paulo e Santa Catarina, no verão de 2013 a loja realizou pela primeira vez uma ação entre os cariocas. O mate e o biscoito Globo da praia estavam na casa de esquina na Nascimento Silva em Ipanema, com o cachorro-quente Geneal e os queridinhos sucos Do Bem. Oficinas de Surf, Stand UP e DJs, shows e uma série de promoções preencheram a agenda. A Farm se uniu a tudo que remetesse ao Carioca-way-of-life e virou ponto de encontro no pré e pós-praia da estação – com direito a muitos visitantes estrangeiros.
Uma das parceiras no projeto foi a Havaianas. Apesar de ter nascido em São Paulo, a marca encontrou no Rio a ideia que vende para o mundo todo. Patrocinadora de uma série de eventos que promovem o orgulho de ser do Rio – além de ser carta marcada na semana de moda carioca - os chinelos podem custar 60 euros em alguns países europeus.
O ritmo acelerado em que os produtos estrangeiros entram na rotina do carioca, no entanto, não assustam as marcas nativas. Luxo aqui passa longe das echarpes flaneladas da Burberry ou das fragrâncias adocicadas de Coco Chanel, ambas disponíveis no Village Mall. Se quando os brasileiros viajam estão atrás do que está rolando por lá, aqui volta e meia também esbarramos com turistas vestidos como nós. A Farm de Katia Barros começou na Babilônia Feira Hype, uma das feiras mais descoladas do Rio de Janeiro, para nunca mais parar. O estilo que a loja vende vai muito além das estampas marcantes e das cores fortes, a imposição da Farm foi tão bem construída que hoje dita o que é ser carioca. Sem participar de semanas de moda ou conferências sobre o assunto, a loja de Katia Barros enfrenta as luxuosas marcas estrangeiras com outra estratégia: a relação vai além do cliente, a relação é com a cidade.
Com uma loja virtual turbinada, a Farm vende para todo o Brasil online, além das lojas físicas espalhadas pelo país etiquetadas com preço acima do encontrado no Rio. A cada temporada, a Casa de Verão da Farm, por exemplo, se bandeia para uma praia diferente. Depois de São Paulo e Santa Catarina, no verão de 2013 a loja realizou pela primeira vez uma ação entre os cariocas. O mate e o biscoito Globo da praia estavam na casa de esquina na Nascimento Silva em Ipanema, com o cachorro-quente Geneal e os queridinhos sucos Do Bem. Oficinas de Surf, Stand UP e DJs, shows e uma série de promoções preencheram a agenda. A Farm se uniu a tudo que remetesse ao Carioca-way-of-life e virou ponto de encontro no pré e pós-praia da estação – com direito a muitos visitantes estrangeiros.
Uma das parceiras no projeto foi a Havaianas. Apesar de ter nascido em São Paulo, a marca encontrou no Rio a ideia que vende para o mundo todo. Patrocinadora de uma série de eventos que promovem o orgulho de ser do Rio – além de ser carta marcada na semana de moda carioca - os chinelos podem custar 60 euros em alguns países europeus.