Thiago Leal
O dia 15 de junho marca o início da Copa das Confederações no Brasil. No dia seguinte, o Maracanã receberá sua primeira partida, México e Itália. Para este confronto, são esperadas mais de 63 mil pessoas. Outra seleção europeia que jogará no Rio de Janeiro é a Espanha, que enfrentará o Taiti no dia 20, com um público estimado em quase 50 mil. Os torcedores de fora do Brasil serão minoria, mas, para eles, o bom comportamento durante um grande evento é natural. Apesar de não ter erradicado a violência nos estádios, os campeonatos europeus, apresentam melhor organização dentro e fora do estádio, com lugares marcados para cada pessoa. Já os brasileiros terão o desafio de incorporar esse novo costume. No caso dos cariocas, o tempo para essa adaptação será curto. A prática de seguir o número indicado no ingresso não é normal para os torcedores, acostumados a chegarem poucos minutos antes do jogo e sentarem em qualquer cadeira e, às vezes, até ficarem em pé. No entanto, nada disso será permitido. Outra mudança é a ausência do antigo fosso que separava o campo do público. Entrentanto, os cariocas precisarão respeitar o espetáculo e não invadir o gramado ou jogar objetos.
Como o Maracanã só ficará pronto perto do início da Copa das Confederações, ele não pôde ser reaberto e avaliado durante o Campeonato Carioca. O primeiro evento-teste do Maracanã aconteceu no dia 27 de maio. Amigos dos ex-jogadores Ronaldo e Bebeto jogaram para um público composto de operários que trabalham na reforma do estádio, membros do governo, convidados e imprensa. Apenas 30% da capacidade total foi utilizada. Um segundo teste estava previsto para o mês de maio, mas foi cancelado. A próxima partida, desta vez com todos os lugares à disposição, será entre Brasil e Inglaterra, no dia 2 de junho, a última antes do início da Copa das Confederações. Portanto, os cariocas terão apenas uma oportunidade de aprender um novo padrão de comportamento nos estádios. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que os lugares serão marcados no amistoso.
Na Arena Fonte Nova, em Salvador, logo no segundo jogo após a reinaguração do estádio, torcedores do Bahia atiraram caxirolas – semelhantes a um chocalho, criadas para terem o mesmo efeito das vuvuzelas da última Copa do Mundo – depois de se revoltarem com o resultado. Como as obras da nova arena terminaram no prazo, foi possível avaliá-la durante o Campeonato Baiano e a consequência desta atitude do público foi a proibição do uso das caxirolas. No Rio de Janeiro, é impossível prever o que vai acontecer. Se o Brasil chegar até a final, disputará no Rio de Janeiro o título. A dúvida, porém, é como reagirão os torcedores em caso de fracasso. Sem uma medida de prevenção por parte do governo e com o prazo pequeno, a resposta só será conhecida no dia 30 de junho, data do término da competição.