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| Divulgação |
O trabalho é feito por 57 moradores de favelas pacificadas que receberam treinamento da ONG Rede de Desenvolvimento da Maré, responsável pela adaptação da metodologia utilizada pelo IBGE no recolhimento de dados para o mapeamento de logradouros. Ao todo, o programa beneficiará 400 mil pessoas que vivem na área onde foram instaladas as 28 UPPs da cidade.
Para dar início à checagem e identificação de travessas e becos, os agentes de campo utilizam a base cartográfica do IPP, que já apresenta as principais ruas das comunidades. Com os mapas nas mãos, os agentes utilizam das suas próprias vivências no território para conferir as informações assinaladas e agregar ao mapa novas ruas e vielas. Tudo é feito manualmente, com auxílio apenas de planilhas que ajudam a conferir as informações desenhadas à mão.
Assim que todo o mapeamento estiver pronto, as informações passarão a compor a base de dado do IPP e serão encaminhadas à Secretaria Municipal de Urbanismo. O registro oficial dos logradouros será feito a partir da publicação de decretos no Diário Oficial do Município. A partir daí, toda essa localidade será reconhecida pela Prefeitura e receberá os respectivos códigos de endereçamento postal, o CEP.
Além dessa novidade para esses moradores, o mapeamento acaba trazendo uma espécie de resgate histórico da comunidade e uma identidade própria. Outra consequência é o processo de integração não só da favela como um todo, como também entre a favela e o asfalto. Para Vinicius Gentili, coordenador do programa, o objetivo é fazer a ligação dessas comunidades com a esfera pública, rompendo com a divisão entre cidade formal e informal e tornando cada beco em uma rua oficial.
O resultado desse trabalho feito pela UPP Social fará parte do novo mapeamento do Rio de Janeiro que começou a ser desenvolvido esse mês pelo IPP. O projeto está sendo financiado com recursos do Programa Nacional de Apoio a Gestão Administrativa e Fiscal dos Municípios, PNAFM, e deve ficar pronto apenas em 2015. Será a primeira vez que as favelas estarão representadas no mapa da cidade que permite uma análise geoespacial do Rio e auxilia o planejamento da Prefeitura e suas Secretarias.
