O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lagoa ainda sofre com promessas de legado ambiental

Felipe Sbardella


Embora a prefeitura e o Comitê Olímpico Brasileiro afirmem que a Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais da cidade, está pronta para receber as competições de Remo e Canoagem de Velocidade das Olimpíadas de 2016, a poluição, já conhecida da população carioca, e a falta de estrutura, ainda assustam.

A última competição realizada no local, o Sul-Americano de Remo, no início de maio, recebeu 160 atletas de oito países diferentes, mas apresentou vários problemas estruturais, como ausência de um local próprio para os remadores e falta de espaço para guardar os barcos de alguns países. A solução paliativa encontrada foi guardá-los no terreno atrás do Estádio do Remo, onde funcionava a recém-demolida academia Estação do Corpo. Outros problemas, como a ausência de largadores automáticos e o partidor, praticamente destruído por causa de uma chuva, ainda atrapalham. São indicações de que o local ainda não está completamente pronto para receber as competições.

Além disso, a despoluição da Lagoa ainda apresenta problemas. Por mais que o empresário Eike Batista tenha investido mais de R$15 milhões na revitalização, a mortandade de peixes ainda acontece e o local não é próprio para nado, como havia prometido o investidor há dois anos. As esperanças são depositadas nos US$ 165 milhões que deverão ser investidos pela CEDAE e pelo setor privado para recuperar completamente não só a própria Lagoa Rodrigo de Freitas como a Lagoa de Jacarepaguá na Zona da Barra.