Rafael Medina
A indústria naval se destaca com 38% dos investimentos industriais, referentes à construção de embarcações, à construção do estaleiro da OSX no Complexo Portuário do Açu e à criação de um estaleiro para fabricação de submarinos da Marinha brasileira, em Itaguaí.
Os investimentos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 somam R$ 17,9 bilhões. Serão investidos em infraestrutura e transporte R$ 7,1 bilhões, em rede hoteleira R$ 1,6 bilhões, nos investimentos do Comitê Olímpico R$ 2,5 bilhões e R$ 6,1 bilhões nos demais investimentos públicos e privados na organização dos Jogos (ainda não detalhados).
No entanto, há um setor que não aparece no estudo e merece atenção dos investidores: a área de saúde. O Rio de Janeiro possui 266 hospitais, entre públicos e privados. Em virtude dos próximos grandes eventos, existe a necessidade de investimentos para aumentar os leitos em hospitais e melhoras nos equipamentos hospitalares.
A Amil programou um investimento de R$ 450 milhões destinados à reforma e construção de hospitais do grupo no Rio. A estratégia é construir hospitais de alto padrão no atendimento e na tecnologia dos equipamentos, evitando que o carioca opte por tratamentos no exterior ou mesmo em São Paulo.
O estudo da FIRJAN ainda ressalta diversos projetos que foram classificados como “potenciais”, com disponibilidade de informação e prazo de execução superiores aos analisados, e não entraram no total, como o trem-bala Rio de Janeiro – São Paulo, a construção de um porto em Maricá e a construção da nova base de exploração de petróleo da Petrobras, em Itaguaí.