O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Rio atrai recorde de investimento até 2014


Rafael Medina

O Estado do Rio de Janeiro receberá investimentos recordes de R$ 211, 5 bilhões no período entre 2012 e 2014. Segundo o Decisão Rio, um estudo realizado desde 1995 pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (FIRJAN), o volume total é composto por investimentos públicos e privados, de origem nacional e estrangeira, e 70,1 % (R$ 148,2 bilhões) correspondem a investimentos na indústria.

A indústria naval se destaca com 38% dos investimentos industriais, referentes à construção de embarcações, à construção do estaleiro da OSX no Complexo Portuário do Açu e à criação de um estaleiro para fabricação de submarinos da Marinha brasileira, em Itaguaí.

Os investimentos relacionados à Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 somam R$ 17,9 bilhões. Serão investidos em infraestrutura e transporte R$ 7,1 bilhões, em rede hoteleira R$ 1,6 bilhões, nos investimentos do Comitê Olímpico R$ 2,5 bilhões e R$ 6,1 bilhões nos demais investimentos públicos e privados na organização dos Jogos (ainda não detalhados).

No entanto, há um setor que não aparece no estudo e merece atenção dos investidores: a área de saúde. O Rio de Janeiro possui 266 hospitais, entre públicos e privados. Em virtude dos próximos grandes eventos, existe a necessidade de investimentos para aumentar os leitos em hospitais e melhoras nos equipamentos hospitalares.

A Amil programou um investimento de R$ 450 milhões destinados à reforma e construção de hospitais do grupo no Rio. A estratégia é construir hospitais de alto padrão no atendimento e na tecnologia dos equipamentos, evitando que o carioca opte por tratamentos no exterior ou mesmo em São Paulo.

O estudo da FIRJAN ainda ressalta diversos projetos que foram classificados como “potenciais”, com disponibilidade de informação e prazo de execução superiores aos analisados, e não entraram no total, como o trem-bala Rio de Janeiro – São Paulo, a construção de um porto em Maricá e a construção da nova base de exploração de petróleo da Petrobras, em Itaguaí.