O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Reforma do Joá não atende Zona Sul

Maria Clara Faria Lima

Depois de a prefeitura do Rio de Janeiro ter anunciado a construção de dois novos túneis, elevados e uma ciclovia ligando a Barra da Tijuca e a Zona Sul, o projeto parece não dar conta do trecho que tem constantes problemas de congestionamento pela alta circulação de veículos. O investimento de R$ 489 milhões não contempla nenhuma obra de expansão das vias de São Conrado que, atualmente, conta com duas pistas expressas e outras duas que circulam coletivos e tem a velocidade reduzida.

Segundo o planejamento, quatro pistas iriam da Barra até a zona Sul. Porém, elas desembocariam em somente duas, o que talvez não resolva o problema do gargalo como propõe a medida. A prefeitura também não se pronunciou quanto às faixas reversíveis. Hoje em dia, a partir das 6h até às 8h30, uma das duas pistas no sentido Barra é revertida para dar conta do fluxo de carros no horário de pico.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), o volume de veículos que circula pelo Elevado das Bandeiras, servido pelos túneis do Joá e São Conrado, é de 112.141 veículos, com base nos dados de junho do ano passado. A estimativa, com as novas medidas, é aumentar em 50% a capacidade do tráfego da região.

Além disso, o túnel Zuzu Angel, que tem duas pistas em cada um dos sentidos, também não tem nenhum projeto de ampliação anunciado. Ainda segundo a Secretaria Municipal de Transportes, 118.415 veículos passam pelo local por dia, volume ainda maior que o do Elevado das Bandeiras.

O Elevado das Bandeiras passa por obras de revitalização desde janeiro antes da apresentação do novo projeto. As reformas estão sendo realizados porque a construção apresenta problemas estruturais. O serviço está sendo feito através de um plano emergencial do Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio), órgão da Secretaria Municipal de Obras da Prefeitura. De acordo com Prefeitura, foram realizadas também obras de recuperação em todo elevado em 2003, 2006 e 2007.