As curvas do Rio de Janeiro inspiraram Tom Jobim. As cores e o clima atraíram centenas de cineastas. Na literatura, não foi diferente. Relembrando o Rio em texto, a cidade já brilhava aos olhos de Aluísio Azevedo em 1890 com seu épico “O Cortiço”. Em 1908, era a vez de João do Rio captar a “Alma encantadora das Ruas” em um trabalho eternizado por cada vírgula. As crônicas do "flaneur" mais famoso da história da cidade fizeram toda uma geração entender que, definitivamente, nunca seríamos Paris. Uma série de clássicos nasceram do cenário, da ficção com alta dose de realidade de Nelson Rodrigues nos anos 1960 às reflexões de Zuenir Ventura em 1994 em sua “Cidade Partida” pré-pacificação.
Então é 2013. Um tempo sem tanta poesia e muito menos ficção. A cidade acontece bem diante dos olhos dos quase 16 milhões de cariocas. As cores e o clima atraíram gente do mundo todo e o cinema continua atrás do Rio – agora animado e em 3D. Hoje parece impossível dar conta de tudo que a cidade oferece. Coincidentemente, uma enxurrada de guias e roteiros nasce de um senso que parece ser comum entre as editoras: um Rio em capítulos.
O cineasta Sergio Bloch se aventurou e lançou o seu “Guia carioca de gastronomia de rua”, ou, “Street gastronomy carioca guide”, como é mundialmente conhecido. Reuniu botecos e opções bem simples com a cara do Rio. O trabalho de 2010 rendeu frutos e no ano seguinte ganhou atualização. Na hora de lançar a terceira edição, Bloch inovou com o “Guia Gastronômico das Favelas do Rio”. No momento pós-pacificação que as principais comunidades da cidade vivem hoje, o livro caiu como uma luva e é destaque pelas livrarias. De quebra, produziu um documentário que acompanha o livro. Na mesma linha, Augusto Carazza lançou esse ano o “Guia de Feijoadas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro”. Mapeou cada feijoada, endereço e ainda incluiu receitas e dicas cheias de história, direto da ala das baianas do Carnaval Carioca, de onde saem as grandes chefs.
Fora do eixo gastronômico, os guias não param. E quem precisa de Paris? O Rio também ganhou uma rota fashionista. Os brechós mais cariocas, e mais tarde os ateliês, foram listados pela editora Memória Visual. Separados por bairro, revelam verdadeiros tesouros, sob a curadoria da designer Manuela Borges e da jornalista Marina Ivo. O guia de Brechós de Manuela nasceu quando ainda cursava moda na PUC-Rio, o que explica o quão detalhado é o livro. Anexo a cada um dos 62 endereços, estão dicas do que procurar e algumas experiências da autora com o lugar.
O verão de 2013 inspirou a equipe do site de tendências Rio&etc, que com apoio da editora Casa da Palavra lançou o guia “A Carioca”. Os editores do site, Renata Abranches e Tiago Petrik descrevem a rotina de uma carioca da gema - de um lado, "mulherzinha”, e de outro, apaixonada pela cidade. De dicas de achados pelo Centro à SPAs de beleza secretos, passando pelas pistas de dança e casas de shows mais badaladas do Rio, o guia fala com uma carioca “descolada”.
Outra novidade esse ano é uma versão mirim da "Agenda Carioca". A jornalista e autora Antonia Leite Barbosa se prepara para lançar a sua “Agendinha Carioca”. A versão-mãe já tem três edições e reúne dicas de serviços e programações comentadas minunciosamente. A versão "tal filha" não deixa por menos. Com carinha de moleskine e arte da designer Mariana Nahoun, o livro promete suprir a carência por guias infantis com o mesmo carisma da versão original. Fornecedores, serviços, cursos e dicas estão catalogadas por lá.
Se alguém tinha alguma dúvida que Rio é a bola da vez, pode esquecer. Na lista do que faltava, assim como Londres, Nova York e Paris, a cidade já tem uma biblioteca de guias e roteiros para chamar de sua.
Então é 2013. Um tempo sem tanta poesia e muito menos ficção. A cidade acontece bem diante dos olhos dos quase 16 milhões de cariocas. As cores e o clima atraíram gente do mundo todo e o cinema continua atrás do Rio – agora animado e em 3D. Hoje parece impossível dar conta de tudo que a cidade oferece. Coincidentemente, uma enxurrada de guias e roteiros nasce de um senso que parece ser comum entre as editoras: um Rio em capítulos.
O cineasta Sergio Bloch se aventurou e lançou o seu “Guia carioca de gastronomia de rua”, ou, “Street gastronomy carioca guide”, como é mundialmente conhecido. Reuniu botecos e opções bem simples com a cara do Rio. O trabalho de 2010 rendeu frutos e no ano seguinte ganhou atualização. Na hora de lançar a terceira edição, Bloch inovou com o “Guia Gastronômico das Favelas do Rio”. No momento pós-pacificação que as principais comunidades da cidade vivem hoje, o livro caiu como uma luva e é destaque pelas livrarias. De quebra, produziu um documentário que acompanha o livro. Na mesma linha, Augusto Carazza lançou esse ano o “Guia de Feijoadas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro”. Mapeou cada feijoada, endereço e ainda incluiu receitas e dicas cheias de história, direto da ala das baianas do Carnaval Carioca, de onde saem as grandes chefs.
Fora do eixo gastronômico, os guias não param. E quem precisa de Paris? O Rio também ganhou uma rota fashionista. Os brechós mais cariocas, e mais tarde os ateliês, foram listados pela editora Memória Visual. Separados por bairro, revelam verdadeiros tesouros, sob a curadoria da designer Manuela Borges e da jornalista Marina Ivo. O guia de Brechós de Manuela nasceu quando ainda cursava moda na PUC-Rio, o que explica o quão detalhado é o livro. Anexo a cada um dos 62 endereços, estão dicas do que procurar e algumas experiências da autora com o lugar.
O verão de 2013 inspirou a equipe do site de tendências Rio&etc, que com apoio da editora Casa da Palavra lançou o guia “A Carioca”. Os editores do site, Renata Abranches e Tiago Petrik descrevem a rotina de uma carioca da gema - de um lado, "mulherzinha”, e de outro, apaixonada pela cidade. De dicas de achados pelo Centro à SPAs de beleza secretos, passando pelas pistas de dança e casas de shows mais badaladas do Rio, o guia fala com uma carioca “descolada”.
Outra novidade esse ano é uma versão mirim da "Agenda Carioca". A jornalista e autora Antonia Leite Barbosa se prepara para lançar a sua “Agendinha Carioca”. A versão-mãe já tem três edições e reúne dicas de serviços e programações comentadas minunciosamente. A versão "tal filha" não deixa por menos. Com carinha de moleskine e arte da designer Mariana Nahoun, o livro promete suprir a carência por guias infantis com o mesmo carisma da versão original. Fornecedores, serviços, cursos e dicas estão catalogadas por lá.
Se alguém tinha alguma dúvida que Rio é a bola da vez, pode esquecer. Na lista do que faltava, assim como Londres, Nova York e Paris, a cidade já tem uma biblioteca de guias e roteiros para chamar de sua.