Maria Clara Faria Lima
O número de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro cresceu 35% este ano em comparação com 2012. Apesar do aumento, o número de mortes caiu 32% pela redução de incidências graves da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a tendência é resultado das ações em conjunto com os estados e municípios. Desde o início do ano, foram notificadas 15 mortes e 123.121 casos de dengue de acordo com o relatório da Secretaria do Estado de Saúde (SES).
Outro resultado do MonitoraDengue será o envio, a partir de maio, de SMS da secretaria para a marcação de exames, confirmação de consultas e ainda retirada de remédios na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (RioFarmes).
O número de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro cresceu 35% este ano em comparação com 2012. Apesar do aumento, o número de mortes caiu 32% pela redução de incidências graves da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a tendência é resultado das ações em conjunto com os estados e municípios. Desde o início do ano, foram notificadas 15 mortes e 123.121 casos de dengue de acordo com o relatório da Secretaria do Estado de Saúde (SES).
Para atender a epidemia que
atinge 37 municípios, a secretaria fez uma parceria junto às prefeituras e
organizou 64 postos de hidratação em 43 cidades do estado. As regiões
da Baixada Litorânea e Médio Paraíba receberam 11 centros de atendimento,
enquanto que o Noroeste do Rio de Janeiro recebeu dez postos cada uma. As
demais regiões receberam menos unidades.
A Campanha Nacional de Combate à
Dengue desta temporada começou no final de 2012 e o slogan é “Dengue é fácil
combater, só não pode esquecer”. O objetivo inicial era mobilizar a população a
prevenir a proliferação do mosquito. Desde janeiro, então, o foco passou a ser
sinalizar e conscientizar a sociedade com relação aos sintomas e como lidar em
casos de suspeita da doença.
O Ministério da Saúde
repassou, nos últimos meses do ano passado, R$ 173,3 milhões aos municípios do país para a prevenção e controle da doença. Além disso, foi
realizado um apoio técnico às secretarias estaduais para a realização de planos
de contingência, compra de soro fisiológico, sais de reidratação oral e ainda
um estoque de inseticidas e larvicidas. No Rio de Janeiro, a secretaria
promoveu na Campanha 10 Minutos Contra a Dengue, que estimula a
população gastar dez minutos por semana para verificar se existe qualquer foco
do mosquito em casa.
Além disso, um projeto novo foi
implantado através da distribuição de dez mil smartphones aos municípios, para
obter, em tempo real, a transmissão dos dados sobre a doença. A ideia é que as
cidades possam acompanhar o trabalho dos agentes de endemia na busca por focos
do mosquito.
Outro resultado do MonitoraDengue será o envio, a partir de maio, de SMS da secretaria para a marcação de exames, confirmação de consultas e ainda retirada de remédios na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (RioFarmes).
As principais causas do aumento
de pessoas infectadas são, principalmente, o acúmulo de lixo nas ruas e aos
temporais recorrentes nesta época do ano na região sudeste. O mosquito deposita
os ovos no ambiente seco e, após as chuvas, os outros Aedes aegypti nascem
devido ao acúmulo de água no local. Como medida preventiva, a Comlurb estuda uma
providência bem mais simples: a instalação de suportes para que o lixo fique
suspenso em uma plataforma de ferro e não mais no chão.