O Rio de Janeiro é uma cidade em transformação. A partir dessa constatação, os alunos da disciplina Laboratório de Jornalismo (2013.1) estão divididos em quatro editorias para acompanhar, reportar, discutir, refletir e investigar, em abordagem jornalística, o que, quando, onde, como e por que muda.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Dengue causa menos mortes em 2013

Maria Clara Faria Lima

O número de casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro cresceu 35% este ano em comparação com 2012. Apesar do aumento, o número de mortes caiu 32% pela redução de incidências graves da doença. Segundo o Ministério da Saúde, a tendência é resultado das ações em conjunto com os estados e municípios. Desde o início do ano, foram notificadas 15 mortes e 123.121 casos de dengue de acordo com o relatório da Secretaria do Estado de Saúde (SES).

Para atender a epidemia que atinge 37 municípios, a secretaria fez uma parceria junto às prefeituras e organizou 64 postos de hidratação em 43 cidades do estado. As regiões da Baixada Litorânea e Médio Paraíba receberam 11 centros de atendimento, enquanto que o Noroeste do Rio de Janeiro recebeu dez postos cada uma. As demais regiões receberam menos unidades.

A Campanha Nacional de Combate à Dengue desta temporada começou no final de 2012 e o slogan é “Dengue é fácil combater, só não pode esquecer”. O objetivo inicial era mobilizar a população a prevenir a proliferação do mosquito. Desde janeiro, então, o foco passou a ser sinalizar e conscientizar a sociedade com relação aos sintomas e como lidar em casos de suspeita da doença.

O Ministério da Saúde repassou, nos últimos meses do ano passado, R$ 173,3 milhões aos municípios do país para a prevenção e controle da doença. Além disso, foi realizado um apoio técnico às secretarias estaduais para a realização de planos de contingência, compra de soro fisiológico, sais de reidratação oral e ainda um estoque de inseticidas e larvicidas. No Rio de Janeiro, a secretaria promoveu na Campanha 10 Minutos Contra a Dengue, que estimula a população gastar dez minutos por semana para verificar se existe qualquer foco do mosquito em casa.

Além disso, um projeto novo foi implantado através da distribuição de dez mil smartphones aos municípios, para obter, em tempo real, a transmissão dos dados sobre a doença. A ideia é que as cidades possam acompanhar o trabalho dos agentes de endemia na busca por focos do mosquito.

Outro resultado do MonitoraDengue será o envio, a partir de maio, de SMS da secretaria para a marcação de exames, confirmação de consultas e ainda retirada de remédios na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (RioFarmes).

As principais causas do aumento de pessoas infectadas são, principalmente, o acúmulo de lixo nas ruas e aos temporais recorrentes nesta época do ano na região sudeste. O mosquito deposita os ovos no ambiente seco e, após as chuvas, os outros Aedes aegypti nascem devido ao acúmulo de água no local. Como medida preventiva, a Comlurb estuda uma providência bem mais simples: a instalação de suportes para que o lixo fique suspenso em uma plataforma de ferro e não mais no chão.