Karina Valente
As obras da Transolímpica, que vai ligar o Recreio até a Avenida Brasil, na altura de Deodoro, iniciadas em julho de 2012, enfrentam um impasse. Uma mudança de planos do projeto inicial prevê a possibilidade de desapropriação de casas no bairro de Magalhães Bastos para a construção da via.
Inicialmente, um estudo havia apontado a necessidade de desapropriação de 143 imóveis em Magalhães Bastos e 114 em Sulacap. Em Jacarepaguá, seriam 152 propriedades afetadas na Taquara, 402 na Estrada do Outeiro Santo, 353 em Curicica, e 24 no Condomínio Bosque do Paradiso.
Porém, em outra região do bairro Magalhães Bastos, a desapropriação pegou a população de surpresa. Os moradores da Rua Salustiano Silva não contavam com a possibilidade de terem as casas desapropriadas, já que as obras estavam previstas para passar por um terreno do Exército. De acordo com a prefeitura, o Exército resolveu não ceder a área que seria destinada às obras e uma modificação na rota teve que ser feita, o que prejudica os moradores da rua e cerca de 50 casas poderão ser desapropriadas.
Segundo a Secretaria de Obras, a determinação da área que será afetada vai ser feita através de um estudo topográfico que já está em andamento. Depois de concluído o estudo, a Procuradoria Geral do Município e a Comissão Especial de Avaliação vão analisar os imóveis e comunicar aos proprietários o valor que será pago por cada um deles. Se o acordo for aceito, o próximo passo será o pagamento e, caso não haja acordo, o processo passará para a esfera judicial.
O custo da implantação da Transolímpica, que terá 23 quilômetros de extensão, é de R$ 1,55 bilhão e a previsão é que as obras terminem até o final de 2015. A obra faz parte dos compromissos da cidade com as Olimpíadas de 2016. A Transolímpica vai ligar a Vila dos Atletas e o Parque Olímpico do Rio, no Riocentro, ao Parque Radical do Rio, em Deodoro. Cerca de 400 mil pessoas serão beneficiadas com o corredor que diminuirá o tempo de percurso que atualmente dura uma hora e 50 minutos para 40 minutos.